quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O SAPIENTIA

O Sapientia, quae ex ore Altissimi prodidisti,
attingens a fine usque ad finem,
fortiter suaviterque disponens omnia:
veni ad docendum nos viam prudentiae.


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O mistério do desaparecimento das velas

"Escutai-me, levitas! Santificai-vos agora, santificai o templo do Senhor, Deus de nossos pais, e purificai-o de tudo o que o mancha, porque nossos pais prevaricaram, fizeram o mal aos olhos do Senhor, nosso Deus; abandonaram-no, desviaram seus olhos de sua morada, voltaram-lhe as costas; cerraram as portas do pórtico, extinguiram as lâmpadas, não mais queimaram incenso, suprimiram os holocaustos no santuário do Deus de Israel." II Crônicas 29, 5-7.
Muito provavelmente, nunca se tenha ouvido tanto falar em abusos litúrgicos, padres impiedosos e falta de sacralidade no culto católico. De fato, contemplamos nos nossos dias uma crise tamanha, sem precedentes na história da Igreja. Tudo aquilo que nos remete ao sagrado, e assim, ao divino, foi descartado, escondido e destruído. Na melhor das hipóteses, o sagrado foi jogado sujo e amassado nos velhos armários de sacristia. Afirmo isso com os olhos de um coroinha que observou atentamente os acontecimentos modernos. Nos séculos passados, não era incomum que um ladrão desalmado roubasse os tesouros de uma igreja. Pobres ladrões de hoje! Não encontrariam mais nada o que levar, pois todos nós fomos roubados enquanto dormíamos.
Não é difícil imaginar o que pensam os padres de hoje, esses padres sem batina que estamos acostumados a ver e ouvir: "O povo fiel não pode correr o risco de reavivar as antigas memórias, aquelas que lhe foram lavadas com tanta dedicação. Tente imaginar tais riscos, caro leitor: mesmo um pequeno crucifixo, disposto sobre a "mesa da comunhão", poderia ter o poder de destruir todo um conceito de "celebração da partilha", de "encontro entre irmãos", tão caro aos nossos bispos dessa Terra de Excluídos, trazendo de volta idéias já ultrapassadas como a noção de sacrifício propiciatório. Além disso, quão inoportuno seria esse objeto, pois atrapalharia as tomadas para a TV, bem como a visão da Assembléia, da qual o sacerdote é apenas "presidente", conforme vasta fundamentação nos documentos que constituem a base da vida litúrgica brasileira (CONOSCO, Deus. 2009, p. 01; DOMINGO, O. 2007, p.02 et seq.)"

Tudo isso sabemos bem, e bem sofremos há tanto tempo. Entretanto, diante de toda a tempestade que se apresenta diante de nós, uma coisa sempre me chamou a atenção. Uma mudança sutil nos altares, uma coisa aparentemente pequena, mas capaz de trazer consequências terríveis para a fé católica: o desaparecimento das velas nas igrejas brasileiras.

Mas qual é a importância disso? O que é que muda se há ou não há velas, em tempos de luz elétrica? Estudemos o tema.

Segundo o Catecismo da Santa Missa,

"S. Lucas, nos Atos dos Apóstolos, 20, 7- 8, nos revela que, no local onde S. Paulo pronunciou um extenso discurso aos fiéis no primeiro dia da semana (domingo) havia uma grande quantidade de luminárias. Aí lemos: 'E, no primeiro dia da semana, tendo-nos reunido para a fração do pão, Paulo, que devia partir no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o discurso até a meia-noite. E havia muitas lâmpadas no Cenáculo, onde estávamos reunidos'. Além disso, Eusébio nos diz que, na noite de Páscoa, além da iluminação das igrejas, o imperador Constantino ordenava acender todo o tipo de tochas em todas as ruas da cidade, para que aquela noite fosse mais brilhante que o dia mais claro (Euséb., História Ecles., 1. 5, c. 7).

Assim, o costume das luzes durante a celebração da Missa é uma lembrança da mais remota Antiguidade, e como manifestação da alegria espiritual dos fiéis naquele santo momento."

E ainda:

"Nós não acendemos luzes durante o dia senão para mesclar de alguma alegria as trevas da noite; para velar com a luz, e evitar dormirmos como vós, na cegueira das trevas" (S. Jerônimo, Epist. ad Vigilant ).

" (...)nós nunca celebramos a missa sem luz, não para dissipar o escuro, visto que é dia, mas para figurar e anunciar a luz eterna e divina cujos sacramentos e gloriosos mistérios celebramos."

Agora, fica mais fácil entender o sentido desse precioso costume: as velas simbolizam tanto que somos "filhos da luz", como se refere S. Paulo, quanto o carácter misterioso e sagrado dos ofícios litúrgicos, dedicados ao próprio Deus. No Apocalipse, o Filho do Homem aparece entre sete candelabros de ouro. Em Números, Deus ordena que se construa para o Templo sete candelabros de ouro. Assim, é do agrado de Deus que o sumo sacrifício de seu Filho seja honrado com candelabros.

Entretanto, não é isso que se vê em nossas paróquias e mesmo catedrais. Em muitos lugares foram retiradas as velas de cima do altar, colocando-as literalmente "de lado". Em outros, a única vela é o Círio Pascal, que queima durante todo o ano, sem obedecer ao tempo litúrgico. Em alguns, não há qualquer indício de vela de altar. Senão vejamos:

Velas colocadas ao lado do altar, num arranjo sem sentido.

Altar com apenas uma vela.

Haviam duas velas, que não aparecem na foto, colocadas no chão, bem ao estilo Piero Marini.


Diocese de Jacarezinho - PR, Seminário Rainha da Paz.
Como em todos os altares dessa esta diocese, não se vêem velas, a não ser o Círio Pascal.


Dispensa comentários.

Eis como deveriam ser TODOS os altares:


Altar da Confissão, Basílica de S. Pedro

Rezemos, para que os sacerdotes compreendam que nada do que a Liturgia da Igreja nos oferece é dispensável, pois é a obra prima do Espírito de Deus, agindo através dos séculos.

domingo, 25 de outubro de 2009

O CONCÍLIO EM QUESTÃO: colóquios doutrinais começam hoje!


Hoje estarão reunidos no Vaticano representantes da Santa Sé e da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, para discutir as questões doutrinais "abertas" do Concílio Vaticano II. O super-dogma, do qual se referiu o Cardeal Ratzinger, foi aberto à questionamentos. É hora de rezarmos!


REZA, CONFIA E ESPERA!

+ Sollemnitatis Domini Nostri Iesu Christi Universorum Regis +


Dignus est Agnus, qui occísus est, accípere virtútem,
et divinitátem, et sapiéntiam, et fortitúdinem, et honórem.
Ipsi glória et impérium in saécula saeculórum.

Ps. 71, 1 - Deus, iudícium tuum Regi da:
et iustítiam tuam Fílio regis.

Glória Patri, et Filio, et Spiritui Sancto,
sicut erat in principio, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amén.

Dignus est Agnus, qui occísus est, accípere virtútem,
et divinitátem, et sapiéntiam, et fortitúdinem, et honórem.
Ipsi glória et impérium in saécula saeculórum.



Hoje, Solenidade de Cristo Rei, Senhor do Universo (calendário tradicional), como foi anunciado, Sua Excelência, D. Bernard Tissier de Mallerais, da FSSPX, celebrou missa pontifical na Basílica de São Pio X, em Lordes, para mais de 10.000 sacerdotes, religiosas e fiéis, com a autorização do Bispo de Lourdes. (RORATE).


Christus Vincit!
Christus Regnat!
Christus Imperat!
Benedicto Sumo Pontifici
et universalis patri
Pax, vita et salus perpetua!
Tempora bona veniat!
Pax Christi veniat!
Regnum Christi veniat!

domingo, 18 de outubro de 2009

MISSA TRIDENTINA NA BASÍLICA DE SÃO PEDRO

Foi celebrada hoje, por sua Excelência Reverendíssima, o arcebispo D. Raymond Burke, missa pontifical no usus antiquor do rito romano, como parte dos eventos do II Congresso Summorum Pontificum. A cerimônia ocorreu na Capela do Santíssimo Sacramento, na Basílica de São Pedro.

Como disseram no Rorate, é bom ver um prelado relativamente novo, como D. Burke, celebrando o rito antigo, e na Basílica de São Pedro, coração da Cristandade.



+ DOMINICA VIGESIMA POST PENTECOSTEN +


mnia quae fecísti nobis, Dómine, in vero iudício fecísti, quia peccávimus tibi, et mandátis tuis non obedívimus: sed da glóriam nómini tuo, et fac nobíscum secúndum multitúdinem misericórdiae tuae.
Ps. 118, 1 - Beáti immaculáti in via: qui ámbulant in lege Dómini.
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto, sicut erat in principio, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amén.
Omnia quae fecísti nobis, Dómine, in vero iudício fecísti, quia peccávimus tibi, et mandátis tuis non obedívimus: sed da glóriam nómini tuo, et fac nobíscum secúndum multitúdinem misericórdiae tuae.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

+ IN NATIVITATE BEATAE MARIAE VIRGINIS +

alve, sancta parens, enixa puerpera Regem: qui caelum terramque regit in saecula saeculonum.
Ps. 44, 2 Eructavit cor meum verbum bonum: dico ego opera mea Regi.
Gloria a Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio,
et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Salve, sancta parens, enixa puerpera Regem: qui caelum terramque regit in saecula saeculonum.

Famulis tuis, quaesumus, Domine, caelestis gratiae munus impertire: ut, quibus beatae Virginis partus exstitit salutis exordium; Nativitatis eius votiva solemnitas pacis tribuat incrementum. Per Dominum Nostrum Iesum Christum, Filium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitate Spiritus Sancti, Deus, per omnia saecula saeculorum. Amen.